
Universitários do 3º e do 5º períodos do curso de Psicologia das Faculdades Integradas de Aracruz (FAACZ) participaram, no dia 5 de maio de 2026, do V Encontro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), realizado na quadra poliesportiva da instituição. O evento contou com apresentações de stands temáticos voltados ao Transtorno do Espectro Autista e à avaliação psicológica, reunindo estudantes, docentes e convidados.
A programação também incluiu uma roda de conversa no auditório da faculdade com o tema “Deficiência em Perspectiva: Considerações sobre o atendimento intercultural indígena”. O debate foi conduzido pelas convidadas Julia Meneghel Valverde Garcia e Júlia Spinassé Lechi, que compartilharam experiências desenvolvidas no Projeto Apó enquanto profissionais da APAE Orla, instituição localizada em Aracruz.
Durante a atividade, as palestrantes abordaram questões relacionadas ao atendimento de pessoas com deficiência em contextos interculturais indígenas, destacando desafios, vivências e práticas construídas ao longo da atuação profissional no projeto.

Júlia Spinassé Lechi é graduada em Direito e em Ciências Sociais, pós-graduada em Educação em Direitos Humanos e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Atualmente, atua como cientista social da APAE Orla de Aracruz, sendo responsável pelo Projeto Apó.
A segunda convidada, Julia Meneghel Valverde Garcia, é graduada em Psicologia (CRP 16/09426), pós-graduada em Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo e pós-graduanda em Neuropsicologia pela IPOG. Atualmente, exerce a função de psicóloga da APAE Orla e também integra o Projeto Apó.
De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da FAACZ, professora Stéfani Martins, promover discussões sobre o Transtorno do Espectro Autista e inclusão no ambiente acadêmico contribui diretamente para a formação humanizada e técnica dos futuros profissionais.

“Trabalhar esse tema dentro da faculdade amplia o olhar dos estudantes sobre as diferentes realidades sociais e culturais, além de fortalecer a compreensão sobre práticas inclusivas e atendimento qualificado. Esses momentos proporcionam aprendizado, reflexão e aproximam os alunos das experiências que irão encontrar na atuação profissional”, destacou a coordenadora.
A iniciativa reforçou a importância de debates interdisciplinares e do contato dos estudantes com experiências práticas e sociais relacionadas à inclusão e à saúde mental. Por meio de atividades acadêmicas e trocas de conhecimento com profissionais atuantes na área, o encontro contribuiu para ampliar a formação crítica e humanizada dos futuros psicólogos, aproximando os universitários de diferentes realidades e contextos de atendimento.
Texto: Alessandro Bitti
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Data da publicação: 13/05/2026