Professor e estudante do curso de Direito apresentaram pesquisa que relaciona obra de ficção científica, seletividade penal e o poder das grandes empresas de tecnologia.

A aproximação entre literatura, Direito e tecnologia marcou a participação das Faculdades Integradas de Aracruz (FAACZ) no XV Colóquio Internacional de Direito e Literatura (CIDIL), realizado em João Pessoa (PB). Representando a instituição, o professor Ronaldo Félix, coordenador do curso de Direito, e a estudante Jordanna da Costa Vieira, do 2º período do curso, apresentaram, no dia 29 de outubro de 2026, o trabalho científico intitulado “Neuromancer, seletividade penal e a soberania negociada na era das big techs”.
Com apresentação realizada de forma remota, o trabalho integrou a programação do XV CIDIL, que ocorreu entre os dias 28 e 31 de outubro de 2026, com o tema “Direito, Literatura e Inteligência Artificial”. O encontro reuniu pesquisadores brasileiros e estrangeiros para debater as relações entre essas áreas do conhecimento, com atividades científicas presenciais e remotas.
Desenvolvida em conjunto pelo professor e pela estudante, a pesquisa analisa as relações entre Estado, grandes empresas de tecnologia e seletividade penal a partir do romance “Neuromancer”, do escritor William Gibson. Publicada na década de 1980, a obra de ficção científica apresenta elementos que anteciparam questões presentes na sociedade contemporânea, como o ciberespaço e as transformações provocadas pelas tecnologias digitais.
Segundo Ronaldo Félix, a proposta surgiu da comparação entre a narrativa literária e a realidade atual. O professor destaca que a obra de Gibson já apresentava, há décadas, elementos que hoje fazem parte do cotidiano, o que possibilitou estabelecer conexões com os desafios enfrentados pelo Direito diante do avanço tecnológico.
Para o docente da FAACZ, a participação em eventos dessa natureza representa uma oportunidade importante de ampliar as experiências universitárias: “A pesquisa acadêmica é importante tanto para professores quanto para alunos. É uma oportunidade de viver o curso superior para além da sala de aula”, destacou.
Ronaldo também ressaltou a necessidade de os futuros profissionais acompanharem as transformações tecnológicas e seus impactos na área jurídica: “O estudante de Direito não pode viver preso à legislação clássica. Ele precisa se aperfeiçoar e entender como as novas tecnologias afetam sua vida profissional”, afirmou.
A experiência também foi significativa para a estudante Jordanna da Costa Vieira, que destacou a satisfação em participar do evento. Ela relatou que, inicialmente, ficou nervosa com a apresentação, mas conseguiu se tranquilizar à medida que o trabalho era desenvolvido. Para a aluna, a oportunidade representou uma experiência positiva durante os primeiros períodos da graduação.
Iniciativas como essa reforçam o incentivo da FAACZ à pesquisa científica e à participação dos estudantes em eventos acadêmicos, aproximando os conhecimentos desenvolvidos em sala de aula de questões contemporâneas. Essas experiências contribuem para o desenvolvimento do pensamento crítico, a ampliação da formação universitária e a preparação dos futuros profissionais para os desafios da área jurídica.
Texto: Alessandro Bitti
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Data da publicação: 05/11/2026