{"id":30223,"date":"2021-05-25T18:40:55","date_gmt":"2021-05-25T21:40:55","guid":{"rendered":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/de-perto-quem-e-normal-foi-tema-de-roda-de-conversa-com-alunos-de-psicologia\/"},"modified":"2024-10-27T11:44:13","modified_gmt":"2024-10-27T14:44:13","slug":"de-perto-quem-e-normal-foi-tema-de-roda-de-conversa-com-alunos-de-psicologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/de-perto-quem-e-normal-foi-tema-de-roda-de-conversa-com-alunos-de-psicologia\/","title":{"rendered":"\u201cDe perto, quem \u00e9 normal?\u201d foi tema de roda de conversa com alunos de Psicologia"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cO dia 18 de maio \u00e9 uma data importante para a Psicologia, pois entre muitas lutas uma delas \u00e9 a Luta Antimanicomial. \u00c9 tamb\u00e9m um dia importante para debatermos sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas assistenciais, pois nessa mesma data, uma crian\u00e7a no Esp\u00edrito Santo, em 1973, foi morta e violentada aos oito anos de idade\u201d, <\/em>disse a coordenadora do curso de Psicologia da FAACZ, prof.\u00aa Karina Fonseca, na abertura da Roda de Conversa realizada pela plataforma Teams da Microsoft.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Profissionais, professores e estudantes de Psicologia e pessoas interessadas pela tem\u00e1tica puderam participar do evento que foi aberto ao p\u00fablico. Para falar sobre o tema \u201cDe perto, quem \u00e9 normal? 18 de maio: Dia da Luta Antimanicomial\u201d foram palestrantes convidados os psic\u00f3logos: M\u00edriam D\u2019\u00c1vila de Freitas, Andrea Romagnoli e Iago Jesus Santana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, os palestrantes se apresentaram e falaram um pouco sobre as suas forma\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, trajet\u00f3rias e experi\u00eancias profissionais. A atividade foi acompanhada pela professora do curso de Psicologia, Fernanda Silva de Almeida Resende, que mediou a fala dos convidados e conduziu o momento de debates com perguntas feitas pelos alunos do curso de Psicologia da FAACZ.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15226\" aria-describedby=\"caption-attachment-15226\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15226 size-full\" src=\"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/foto_25_05_2021_01.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15226\" class=\"wp-caption-text\">Psic\u00f3logos falam sobre a Luta Antimanicomial no Brasil e os servi\u00e7os no CAPS. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u201cTrabalhar no CAPS n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas desperta o desejo pela descoberta de algo novo. Quando se fala em sa\u00fade mental em nosso munic\u00edpio logo se associa ao CAPS. Atendemos certa de 5.500 usu\u00e1rios, por isso, estamos fazendo uma triagem desses pacientes para que eles possam ser trabalhados nas unidades de sa\u00fade. O CAPS \u00e9 para transtornos graves e recorrentes. Nele, fazemos acolhimento de segunda a sexta e agendamos consultas com psiquiatras e psic\u00f3logos\u201d, <\/em>explicou o coordenador do Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS II) de Aracruz, Iago Jesus Santana.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Segundo Iago, os indiv\u00edduos que sofrem algum tipo de transtorno precisam ser inseridos dentro de nossa sociedade e n\u00e3o exclu\u00eddos.<em> \u201cAs interna\u00e7\u00f5es de pacientes acontecem apenas nos \u00faltimos casos. Por isso, precisamos esgotar todas as possibilidades de melhora. O CAPS visa a reinser\u00e7\u00e3o social do sujeito, fazer com que a sua fam\u00edlia o enxergue com sua singularidade, por meio de um acompanhamento di\u00e1rio\u201d, <\/em>pontuou o coordenador do CAPS II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cA luta do movimento antimanicomial pela reforma psiqui\u00e1trica no pa\u00eds j\u00e1 data mais de 30 anos. O movimento consiste em humanizar a aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0s pessoas com transtornos mentais, propondo qualidade de vida longe dos hosp\u00edcios\u201d, <\/em>explicou M\u00edriam D\u2019\u00c1vila que atua no CREAS (Centro de Refer\u00eancia Especializado de Assist\u00eancia Social).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com M\u00edriam: <em>\u201cO dia 18 de maio \u00e9 lembrado pelas grandes lutas e conquistas do Movimento Antimanicomial. Essa data traz uma reflex\u00e3o pelo que conquistamos, mas, acima de tudo, pelo o que ainda temos que fazer pelas pessoas que sofrem de algum tipo de transtorno mental em nosso pa\u00eds. O grande desafio hoje \u00e9 tratarmos as pessoas sem a l\u00f3gica manicomial. Somente nos anos 2000 adotamos um modelo de sa\u00fade mais aberta para a sa\u00fade mental, com o surgimento dos CAPS em v\u00e1rios pa\u00edses\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPrecisamos trazer esse olhar para al\u00e9m de uma cl\u00ednica. Temos que olhar o sujeito como um todo e tra\u00e7ar com esse paciente um projeto que seja compat\u00edvel com as suas necessidades. Temos que ouvir sobre a vida de nosso paciente e sobre a comunidade em que ele vive. N\u00e3o podemos deixar que as antigas barb\u00e1ries voltem para o nosso dia a dia\u201d, <\/em>afirmou M\u00edriam D\u2019\u00c1vila que \u00e9 militante pela RENILA (Rede Nacional Intern\u00facleos da Luta Antimanicomial) ligada a Associa\u00e7\u00e3o Loucos por Voc\u00ea em Ipatinga\/MG.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Segundo Andrea, o processo de desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o ocorrido no Brasil a partir de 1987 teve como uma das caracter\u00edsticas mais marcantes a participa\u00e7\u00e3o ativa do Movimento da Luta Antimanicomial. <em>\u201cNo entanto, tal processo, apesar de constituir in\u00fameros avan\u00e7os no campo legislativo e assistencial, apresenta ainda hoje descontinuidades e resist\u00eancias em diversos espa\u00e7os sociais\u201d, <\/em>afirmou a palestrante convidada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cClinica ampliada \u00e9 um conceito para cuidar das pessoas. Temos um di\u00e1logo mais profundo com o paciente. Acolhemos as queixas do usu\u00e1rio sobre algum transtorno que h\u00e1. Essa escuta ajuda o paciente a descobrir as causas de seu adoecimento, por exemplo. Ampliou-se o olhar, as a\u00e7\u00f5es e o acolhimento dentro dos CAPS. Hoje, precisamos conhecer esse indiv\u00edduo de uma forma muito mais ampla. \u00c9 necess\u00e1rio brigar para temos servi\u00e7os assistenciais para os nossos pacientes\u201d, <\/em>ressaltou Andrea que \u00e9 especialista em Sa\u00fade Mental e Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Texto: Alessandro Bitti<\/strong><\/em><strong><br \/>\n<\/strong><em>E-mail: comunicacao@fsjb.edu.br<\/em><em><br \/>\nalessandro@fsjb.edu.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO dia 18 de maio \u00e9 uma data importante para a Psicologia, pois entre muitas lutas uma delas \u00e9 a Luta Antimanicomial. \u00c9 tamb\u00e9m um dia importante para debatermos sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas assistenciais, pois nessa mesma data, uma crian\u00e7a no Esp\u00edrito Santo, em 1973, foi morta e violentada aos oito anos de idade\u201d, disse a coordenadora do curso de Psicologia da FAACZ, prof.\u00aa Karina Fonseca, na abertura da Roda de Conversa realizada pela plataforma Teams da Microsoft. &nbsp; Profissionais, professores e estudantes de Psicologia e pessoas interessadas pela tem\u00e1tica puderam participar do evento que foi aberto ao p\u00fablico. Para falar sobre o tema \u201cDe perto, quem \u00e9 normal? 18 de maio: Dia da Luta Antimanicomial\u201d foram palestrantes convidados os psic\u00f3logos: M\u00edriam D\u2019\u00c1vila de Freitas, Andrea Romagnoli e Iago Jesus Santana. &nbsp; Na ocasi\u00e3o, os palestrantes se apresentaram e falaram um pouco sobre as suas forma\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, trajet\u00f3rias e experi\u00eancias profissionais. A atividade foi acompanhada pela professora do curso de Psicologia, Fernanda Silva de Almeida Resende, que mediou a fala dos convidados e conduziu o momento de debates com perguntas feitas pelos alunos do curso de Psicologia da FAACZ. &nbsp; \u201cTrabalhar no CAPS n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas desperta o desejo pela descoberta de algo novo. Quando se fala em sa\u00fade mental em nosso munic\u00edpio logo se associa ao CAPS. Atendemos certa de 5.500 usu\u00e1rios, por isso, estamos fazendo uma triagem desses pacientes para que eles possam ser trabalhados nas unidades de sa\u00fade. O CAPS \u00e9 para transtornos graves e recorrentes. Nele, fazemos acolhimento de segunda a sexta e agendamos consultas com psiquiatras e psic\u00f3logos\u201d, explicou o coordenador do Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS II) de Aracruz, Iago Jesus Santana. \u00a0 Segundo Iago, os indiv\u00edduos que sofrem algum tipo de transtorno precisam ser inseridos dentro de nossa sociedade e n\u00e3o exclu\u00eddos. \u201cAs interna\u00e7\u00f5es de pacientes acontecem apenas nos \u00faltimos casos. Por isso, precisamos esgotar todas as possibilidades de melhora. O CAPS visa a reinser\u00e7\u00e3o social do sujeito, fazer com que a sua fam\u00edlia o enxergue com sua singularidade, por meio de um acompanhamento di\u00e1rio\u201d, pontuou o coordenador do CAPS II. &nbsp; \u201cA luta do movimento antimanicomial pela reforma psiqui\u00e1trica no pa\u00eds j\u00e1 data mais de 30 anos. O movimento consiste em humanizar a aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0s pessoas com transtornos mentais, propondo qualidade de vida longe dos hosp\u00edcios\u201d, explicou M\u00edriam D\u2019\u00c1vila que atua no CREAS (Centro de Refer\u00eancia Especializado de Assist\u00eancia Social). &nbsp; De acordo com M\u00edriam: \u201cO dia 18 de maio \u00e9 lembrado pelas grandes lutas e conquistas do Movimento Antimanicomial. Essa data traz uma reflex\u00e3o pelo que conquistamos, mas, acima de tudo, pelo o que ainda temos que fazer pelas pessoas que sofrem de algum tipo de transtorno mental em nosso pa\u00eds. O grande desafio hoje \u00e9 tratarmos as pessoas sem a l\u00f3gica manicomial. Somente nos anos 2000 adotamos um modelo de sa\u00fade mais aberta para a sa\u00fade mental, com o surgimento dos CAPS em v\u00e1rios pa\u00edses\u201d. \u00a0 \u201cPrecisamos trazer esse olhar para al\u00e9m de uma cl\u00ednica. Temos que olhar o sujeito como um todo e tra\u00e7ar com esse paciente um projeto que seja compat\u00edvel com as suas necessidades. Temos que ouvir sobre a vida de nosso paciente e sobre a comunidade em que ele vive. N\u00e3o podemos deixar que as antigas barb\u00e1ries voltem para o nosso dia a dia\u201d, afirmou M\u00edriam D\u2019\u00c1vila que \u00e9 militante pela RENILA (Rede Nacional Intern\u00facleos da Luta Antimanicomial) ligada a Associa\u00e7\u00e3o Loucos por Voc\u00ea em Ipatinga\/MG. \u00a0 Segundo Andrea, o processo de desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o ocorrido no Brasil a partir de 1987 teve como uma das caracter\u00edsticas mais marcantes a participa\u00e7\u00e3o ativa do Movimento da Luta Antimanicomial. \u201cNo entanto, tal processo, apesar de constituir in\u00fameros avan\u00e7os no campo legislativo e assistencial, apresenta ainda hoje descontinuidades e resist\u00eancias em diversos espa\u00e7os sociais\u201d, afirmou a palestrante convidada. &nbsp; \u201cClinica ampliada \u00e9 um conceito para cuidar das pessoas. Temos um di\u00e1logo mais profundo com o paciente. Acolhemos as queixas do usu\u00e1rio sobre algum transtorno que h\u00e1. Essa escuta ajuda o paciente a descobrir as causas de seu adoecimento, por exemplo. Ampliou-se o olhar, as a\u00e7\u00f5es e o acolhimento dentro dos CAPS. Hoje, precisamos conhecer esse indiv\u00edduo de uma forma muito mais ampla. \u00c9 necess\u00e1rio brigar para temos servi\u00e7os assistenciais para os nossos pacientes\u201d, ressaltou Andrea que \u00e9 especialista em Sa\u00fade Mental e Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial. &nbsp; Texto: Alessandro Bitti E-mail: comunicacao@fsjb.edu.br alessandro@fsjb.edu.br<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":30224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[212],"tags":[],"class_list":["post-30223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30223"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30225,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30223\/revisions\/30225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/faacz.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}